História e memória

A reportagem veiculada pelo site BBC Brasil reforça o que sempre procuramos mostrar numa aula de história: para muitos, a história é rica em lembranças que carregamos ao longo de nossas vidas, por isso, ajuda e muito a trilhar a nossa identidade como sujeitos no mundo.

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Será que a história é coisa do passado apenas? Será que é só o presente que interessa? Qual é o valor do passado para você? Quais são as suas lembranças da infância? Definitivamente, um sujeito sem passado é como uma sombra sem dono, é uma pessoa sem identidade.

Link para a reportagem completa:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140121_fazenda_nazista_sp_mv.shtml

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A história se repete?

Ao tentar compreender o momento de mobilizações políticas vivenciadas pela sociedade brasileira, é comum as pessoas, e em especial o aluno de história, se perguntar sobre a história e a repetição do passado.

Um exemplo simples é a questão do Governo Goulart e o Golpe Militar de 1964. João Goulart foi um presidente que sofreu com inúmeras insatisfações principalmente de setores populares da sociedade brasileira. No entanto, o apoio dado aos militares brasileiros pelo governo dos Estados Unidos e pela parcela da sociedade conservadora no Brasil favoreceu o que chamamos de Golpe Militar em 1964 (ditadura que durou 20 anos).

No entanto, parece que a sombra dos “anos de chumbo” ainda assusta a muitos, quando encontramos textos nas redes sociais apoiando um regime anti-democrático ou simplemente temendo a entrada nos militares novamente no cenário político contemporâneo.

Vamos deixar claro: a história não se repete.

O momento em que vivemos é único, com novas tecnologias, momento econômico, social e cultura extremamente diferenciado de 1964. As urgências no mundo são outras e, claro, no Brasil não seria diferente.

Não existe condição para apoio americano a nenhuma ditadura na América Latina no momento, até porque os Estados Unidos encontram-se ainda numa crise econômica e de nada interessa aos investidores internacionais apostarem seus dólares numa economia alicerçada numa ditadura, pois o controle dos meios de comunicação num governo deste tipo dificultaria os organismos internacionais de avaliarem o risco econômico do país com clareza.

Ao meu ver, o controle da insatisfação brasileira, tão fácil em 1964 por meio da censura da televisão, rádio, jornais e revistas, é algo difícil de imaginar ocorrendo num espaço hibrido e fora do controle do governo como é a internet.

Antes da rede mundial de computadores (internet), o cidadão tinha uma perfil mais passivo no meio informacional: assistia a tudo e pouco interagia com a informação. Mas com o crescimento do acesso à internet, a participação, interação e organização dos usuários em grupos que definem gostos, tendências, modas e atitudes possibilita ao cidadão um novo modo de ver, compartilhar e participar do mundo à sua volta: sem partidos, sem líderes e com causas diversas de descontentamento.

Desta forma, pensando nas novas tecnologias e nos desejos e preocupações do brasileiro desta década, fica claro que a história não se repete. Vivemos noutro momento e, dada a situação mundial da economia e política, não há espaço para repetições do passado, isso é impossível.

E se alguém perguntar: Ah, mas e se uma ditadura acontecer neste momento histórico?

A resposta é simples: do mesmo modo que os manifestantes vivem um novo tempo na forma como protestar e se organizar por meio das mídias e redes sociais, os governos (autoritários ou democráticos) deverão encontrar formas (também novas) para lidar com esse novo modo de expressão popular.

A exemplo desse novo tempo, podemos citar o compartilhamento de informação e o espaço de resposta em que redes sociais e espaços como youtube vem se tornando. Percebemos com muita clareza que trata-se de uma época em que não apenas a população assiste inerce às informações veiculadas pela imprensa, mas dialoga, debate e responde usando espaços democráticos na internet para fazer valer a sua opinião.

Fala de Arnaldo Jabor na TV Glogo

Resposta de internauta

Curiosidade: Você sabe a origem da máscara utilizada? Caso não saiba ainda, vale a pena assistir ao filme “V de Vingança”!!!!!