A história dos direitos humanos

Os direitos humanos são muito criticados, mas será que você já leu o texto da lei e pensou sobre o que ela representa historicamente?
Após os atos contra a humanidade causados por muitos países, independente do lado em que estavam na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as nações se organizaram para criar a ONU e, após, a criação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, um documento que serve até hoje como parâmetro para que países de todo o mundo respeitem os direitos do ser humano como pessoa que merece respeito, liberdade, privacidade e tolerância em suas escolhas políticas e religiosas.

Ao criar essa declaração, o que sempre se esperou foi manter viva a memória em relação aos motivos da sua existência: a Declaração Universal dos Direitos Humanos existe como um farol, um alerta constante sobre até que ponto nós, humanos, podemos levar nosso preconceito, nossa intolerância para com o próximo e reduzir os direitos fundamentais de dignidade, vida, moral e justiça à parâmetros mínimos, para não dizer inexistentes.
Como resultado de décadas de programas sensacionalistas em nossas tvs, cresceu nas falas de brasileiros a crença que associa Direitos Humanos à defesa cega de criminosos. É absolutamente o contrário: o crime, só é crime porque retirou de outro algum direito fundamental e, por isso, deve ser punido.
O que os leitores atentos devem ter em relação ao texto da declaração é que devemos sempre nos ater aos crimes cometidos sobre as minorias, as desigualdades raciais, a intolerância religiosa, a subtração da propriedade sem justificativa plausível, entre outros.
Noutras palavras, invalidar essa declaração causa dois grandes erros da nossa parte: esquecemos o enorme derramamento de sangue que a história deixou com as duas grandes guerras e deixamos de lado 300 anos de lutas por justiça e igualdade de direitos fundamentais que nos dá dignidade como seres humanos.

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