Uma reunião para reflexão

A nossa contemporaneidade está repleta de casos de desencontros de toda ordem. Vivemos na era da informação rápida, facilmente adquirida, mas parece que vem crescendo a nossa dificuldade em lidar com problemas domésticos, como o diálogo com nossos filhos, irmãos e pais.
Nesse sentido, foi proposto na sala sob minha coordenação na EMEF Vargem Grande um convite à reflexão sobre os encontros e desencontros que permeiam a difícil relação constantemente construída entre pais e filhos e como é possível (e necessário) abrir um canal de comunicação propondo o diálogo e reafirmando o que todos (pais, professores e até mesmo os próprios alunos) esperam: sucesso e felicidade na vida.
A atividade foi dividida em dois momentos, primeiramente os alunos confeccionaram uma carta (sim, aula de história é uma volta ao passado), com remetente, destinatário e tudo que tem direito (alguns até mesmo fizeram o desenho do selo dos Correios). Neste momento cada jovem pode expressar ao seu responsável os resultados do bimestre, as dificuldades e os avanços obtidos, além de pontuar onde seria possível melhorar para o próximo bimestre. Embora tenha o professor garantido o sigilo da correspondência, todos foram alertados para o compromisso em manter um tom amigável e respeitoso para com o seu parente, afinal, mesmo sem compreender muito bem, é importante deixar claro que é desejo de todos o bem do adolescente.
Num segundo momento, já na reunião de pais, foram explicados os motivos da atividade e a natureza da carta e o seu gênero. Foi discutido também sobre esses desencontros e encontros que marcam as relações entre pais e filhos e, para finalizar, foi lido o livro “Papai e eu, às vezes”, escaneado para impactar a todos durante a leitura com as belas ilustrações da obra.

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A entrega dos boletins foi emocionante, com inúmeros pais recebendo com muito carinho a correspondência do filho, além do boletim. Sempre orientando os pais que trata-se de um momento de reflexão e ação da parte de todos para um Terceiro Bimestre melhor.
Ao final da reunião, uma mãe procurou o professor para elogiar a conduta, afirmando que nem mesmo a sua experiência de reunião de pais em escola particular propiciou um momento diferenciado (era tudo rápido segundo ela…. era receber o boletim e ir embora).

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Não sou de ficar relatando ocorridos em sala, não me sinto professor estrela que sempre tem urgência em mostrar o seu serviço. Acredito no contrário: meu trabalho é silencioso, mas repleto de responsabilidades e de desejo por colaborar em mudar a sociedade, mesmo que essa mudança seja tímida. Simplesmente acredito que, de uma forma ou de outra, a atividade contribuiu para uma reflexão entre pais, filhos e professor e gostaria de compartilhar o sucesso da atividade e a sua boa aceitação por parte da comunidade e da equipe gestora.

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