História e ficção: doces lembranças

O primeiro episódio da série Anos Incríveis (The Wonder Years- 1988) sempre é utilizado para ilustrar as aulas no começo do ano letivo. Assim, é derrubado pré conceitos comuns entre os jovens, como “a história só serve para nota”, “a história importante é aquela que fala sobre políticos ou gente rica” ou “o importante é o presente e nada me interessa na história”.
Com base numa narrativa ficcional, um adulto descreve o seu crescimento no subúrbio de uma cidade dos Estados Unidos, memória que é construída sempre relacionando-a com algum acontecimento político, econômico ou (mas não menos importante) o cultural.

O objetivo é reforçar o conceito de construção da história feita pelos sujeitos, onde a memória do passado particular e familiar se funde com as descrições oficiais encontradas facilmente nos livros didáticos. Isso só é possível com base no formato da narrativa, em que um adulto (o diretor da série) descreve o seu passado em que frequentava a escola ginasial em 1969.

Antes, portanto, de trabalhar os eventos que marcaram o período a ser estudado, é fundamental que o jovem compreenda que a cidadania é um fenômeno histórico, contruída a cada dia e a consciência desta situação é necessária para a manutenção de uma identidade, seja ela familiar, local ou nacional.

O episódio utilizado foi o primeiro da série, onde a personagem constantemente se utiliza da narrativa em primeira pessoa (quem está lembrando do passado) para comentar sobre seus sonhos, desejos, dúvidas, conflitos e frustrações que acompanham toda a adolescência. O protagonista vai para a quinta série, um mundo totalmente novo, em que ele reencontra uma antiga colega e, pego de surpresa, se vê apaixonado por ela. A descrição da família no período também é interessante: o pai que apenas trabalha, pouco fala, aquele cujo olhar já dava medo e, por outro lado, a descrição angelical da mãe que tenta resolver tudo da melhor maneira possível, sem deixar o marido “furisoso” – típica condição da mulher ainda presa ao formato da família tradicional.

Para ilustrar as diversas fontes de estudo sobre o passado, culminando em diversos olhares, a narração dos últimos momentos do episódio apresentado é didático:

“Quando algum garganta falar sobre o anominato do suburbio ou da alienação da geração da tv é preciso lembrar que dentro de cada casa com os seus dodges, seu pão de forma sobre a mesa e o azul brilhante da tv, vivem famílhas com suas histórias, unidas em momentos de alegria e felicidade e outros, como este, de perpexidade e tristesa.” (livre tradução)

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Wonder_Years Acesso em 22/02/2012.

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1 comentário

  1. Leandro

     /  abril 20, 2012

    essa série é muito boa assistem pessoal.

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