A história dos super heróis

Tudo começou com dois jovens tímidos de Cleveland, nos Estados Unidos. De origem judaica, Jerry Siegel desde moleque era fã de ficção científica. Sua maior aspiração era se tornar escritor. No ensino médio, ele conheceu Joe Shuster, nascido no Canadá, mas criado em solo americano. Além da habilidade para desenhar, Joe tinha um interesse pelo fisiculturismo. A união das paixões de ambos, na hora certa, produziu uma revolução cultural que ecoa até hoje. Em algum ponto de 1935, a dupla foi responsável pela criação do Superman.

Dois eventos históricos singulares foram fundamen­tais para criar o pano de fundo que daria origem à indústria dos quadrinhos. O primeiro deles tem origem em 1920, quando o governo americano instituiu a Lei Seca – proibindo a fabricação, o transporte e a comercialização de qualquer bebida alcoólica nos Estados Unidos.

 

 

CHEGA O HOMEM DO AMANHÃ

Em 1938, quando a National Allied Publications foi lançar uma nova revista de quadrinhos, mais focada em ação, pediu a Jerry e Joe que propusessem uma história. A imagem icônica do gibi, que chegou ao mercado ao preço de 10 centavos de dólar, era algo nunca visto antes, mas extremamente familiar hoje: um homem muito forte ergue um carro com as próprias mãos, vestido com uma roupa colante azul, um S no peito e uma capa vermelha. Os traços eram de Joe Shuster. É o marco inicial da chamada Era de Ouro dos Quadrinhos.

Harry, contudo, não estava feliz. Ele viu a capa, achou o personagem ridículo e ordenou que o Superman não voltasse a figurar na publicação. Sua reação não foi muito diferente da que tiveram vários outros editores, quando receberam amostras do personagem. O material que figurou na Action Comics 1, inclusive, nada mais era que uma colagem de diversas tirinhas antigas, recortadas e coladas na maior cara de pau.

Apesar do trabalho meio desleixado, e da rejeição interna na editora, a revista foi um estouro de vendas. Pela primeira vez, o mundo foi tomado de assalto por um super-herói – e nunca a humanidade havia precisado tanto deles. A ameaça de guerra na Europa e a crise econômica nos Estados Unidos deixavam todo mundo à espera de um salvador. De certa forma, a mensagem messiânica por trás de um personagem aparentemente bobo como Superman era o que todos – sobretudo os jovens – queriam ter por perto.

Logo que vieram os superlativos números das bancas, surgiu o plano de fazer uma revista mensal inteira só com o Superman. Donenfeld, antes crítico, virou principal propagandeador do homem de azul, e Siegel e Shuster assinaram um contrato-padrão, que lhes dava 140 dólares em troca de todos os direitos sobre o personagem. Além disso, teriam por dez anos a exclusividade na produção das histórias do Superman – o que pareceu ótimo naquele momento.

A FEBRE DO SUPER

Não demorou para que Superman virasse também tirinha de jornal – produzida por Siegel e Shuster, lá é que surgiu toda a história pregressa do herói: Kal-El, enviado do planeta moribundo Krypton para viver entre os humanos, criado por um casal de fazendeiros do Kansas, que preserva sua identidade secreta como o repórter Clark Kent, mas na verdade usa seus poderes para “defender a verdade, a justiça e o modo de vida americano”.

Enquanto os gibis vendiam em quantidade astronômica (tiragens superiores a 1 milhão de cópias), outros editores se preparavam para capitalizar em cima da novidade. Um deles foi Charlie Gaines, que ajudou a produzir o gibi exclusivo do Superman. Ele pediu ao próprio Donenfeld uma grana emprestada para abrir sua própria editora de quadrinhos. Harry aceitou com a condição de que Jack Liebowitz fosse sócio no negócio – mantendo tudo “na família”, por assim dizer. Surgia a All-American Comics.

Claro, quem saiu na frente mais uma vez foi quem soube antes de todo mundo do sucesso do Superman. No fim de 1938, Vin Sullivan, empregado de Donenfeld na National Allied Publications, começou a encomendar a outros colaboradores histórias e personagens com a mesma pegada do Homem de Aço. “Vin conversou com várias pessoas, entre elas (o desenhista) Bob Kane”, conta Gerard Jones, pesquisador e ex-roteirista de quadrinhos que escreveu o livro Homens do Amanhã, sobre a origem da indústria dos heróis. “Era uma sexta-feira. Kane disse que voltaria na segunda-feira com um novo herói.”

Assim, em um fim de semana, nasceu o Batman. Kane o criou em parceria com o roteirista Bill Finger, embora o segundo jamais tenha sido oficialmente creditado e o próprio desenhista só tenha admitido a ajuda após a morte do colega. Kane, assim como quase todos na indústria dos heróis, estava mais para bandido que para mocinho. E então os Estados Unidos entraram na II Guerra Mundial.

Em tempos beligerantes, o cultivo do patriotismo é fundamental. Os super-heróis, com sua clássica, e quase infantil, visão do bem e do mal, serviram muito bem a esse propósito. Com a entrada dos Estados Unidos na guerra, após o bombardeio japonês a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, Superman e seus seguidores passaram mais do que nunca a posar em frente à bandeira americana. Nasceu também, naquele mesmo ano, o mais patriota de todos os heróis: o Capitão América.

Enquanto isso, os heróis iam “para o alto e avante”. Superman virou um caríssimo desenho animado para cinema (e foi lá que ele aprendeu a voar – originalmente, o herói só saltava) e também um programa de rádio. O racionamento de papel, em razão da guerra, não afetava a indústria dos quadrinhos, que era vista pelo governo americano como uma importante peça de propaganda contra as forças do Eixo.

Quando a guerra acabou, o que sobrou foi um mundo a reconstruir. Os quadrinhos de heróis passaram a ser menos interessantes diante de um público mais maduro e calejado. Em contrapartida, crescia o movimento de críticos que atribuíam à violência em suas páginas a delinquência juvenil.

Fora do papel, contudo, a popularidade permanecia. Batman era adaptado para curta-metragens em série no cinema, e o programa de rádio do Superman ousava mexer com as entranhas do racismo americano ao ridicularizar a Ku Klux Klan. Em 1946, munidos por um ativista que se infiltrou no grupo, os produtores decidiram colocar o Homem de Aço contra uma organização que atacava minorias. “A história era chamada The Clan of the Fiery Cross. Era disfarçado, mas totalmente óbvio. Eles mostravam o clã atacando minorias, usando capuzes, fazendo coisas altamente realistas para um programa de rádio infantil”, diz Rick Bowers, autor do livro Superman Versus the Ku Klux Klan.

A história teve excelente audiência e ajudou a desmoralizar o grupo racista, reduzindo seu recrutamento. Segundo a revista Newsweek, foi “o primeiro programa infantil a desenvolver uma consciência social nos jovens”.

Contudo, no mundo das páginas impressas, as críticas não passaram. Pior: chegaram ao auge quando o psiquiatra alemão Fredric Wertham publicou o livro Seduction of the Innocent, em 1954, sugerindo que a maior parte dos casos de violência infantil era influenciada pelos quadrinhos. Em setembro daquele ano, como reação da indústria, surgiu a Comics Code Authority – uma forma de autocensura para eliminar os conteúdos mais violentos. De repente, os heróis não podiam nem dar um murro num bandido que já pegava mal.

ERA DE PRATA

Para dar nova vida aos heróis sob os novos códigos de conduta, seria preciso mais uma explosão criativa. Do lado da DC Comics, no fim dos anos 1950, haveria a reconstrução da mitologia de alguns de seus heróis, como Flash e Lanterna Verde (com mudanças em sua origem e até mesmo em sua identidade secreta), e a criação da Liga da Justiça. Mas desta vez a Marvel responderia à altura.

Stan Lee começou com o Quarteto Fantástico – criado a pedido de Goodman em 1961 para competir com a Liga da Justiça -, mas em rápida sucessão, até 1963, criou Hulk, Thor, Homem-Aranha, Homem-de-Ferro, os Vingadores e os X-Men. Eram heróis mais complexos, para um mundo menos ingênuo. Isso reacendeu a indústria e colocou pela primeira vez a Marvel em condições de competir com a DC.

Enquanto isso, os heróis invadiam com força total a então nascente televisão. Superman chegou com seu seriado em 1952, com uma transição quase natural dos programas de rádio. Pela primeira vez, um ator se identificaria com o papel: George Reeves. Ele interpretou o herói até 1958, mas teve um fim trágico. Suicidou-se no ano seguinte, chocando o mundo e encerrando a produção da série.

 

 

Na década de 1960, foi a vez de Batman tomar de assalto a TV, com uma série escrachada, divertida e surreal, protagonizada por Adam West, como Batman, e Burt Ward, como Robin. O programa durou três temporadas, entre 1966 e 1968. E na década seguinte, o Homem-Morcego voltaria à TV, mas na forma de desenho animado: em Superamigos, produzido em parceria com a Hanna-Barbera, ele e o Menino-Prodígio fariam parte de um grupo similar ao da Liga da Justiça, que reunia também Superman, Mulher-Maravilha e Aquaman, entre outros.

O fim da década de 1970 viu a Marvel começando a colocar as manguinhas de fora para arrebentar fora dos quadrinhos, com a série de TV do Hulk.

EXPLOSÃO CRIATIVA – A ERA DE OURO

Entre 1939 e 1941, houve um estouro de criatividade. Tudo motivava novas invenções, que imediatamente caíam no gosto da molecada. Ao ver um funcionário do metrô de Nova York sinalizar para o trem com uma lanterna verde, o desenhista Martin Nodell teve a inspiração para criar o Lanterna Verde, publicado pela All-American Comics. O Flash apareceu naquela época também. E a Mulher-Maravilha foi criada por um psiquiatra que apostava que os quadrinhos deviam ser levados a sério.

Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/como-os-super-herois-nasceram/

Mulher maravilha, o cinema e a história

 

O filme Mulher Maravilha (2017) é um claro registro da nossa contemporaneidade, onde buscamos seres ou entidades sobrenaturais dispostas a resolverem as desavenças humanas que beiram a nossa existência à extinção.
Paralelamente, a personagem principal é também o registro de uma mulher que luta pelo respeito às suas escolhas, ainda que isso possa distancia-la da sua família ou causar algum tipo de mágoa entre os seus pares.
A narrativa se passa durante o conflito da Grande Guerra (1914-1918), o que por si lança sobre o público um debate interessante sobre a questão do gênero: inúmeras mulheres deixadas à margem de debates políticos e decisões fundamentais para o mundo e, paralelamente, fica a realidade entregue aos gostos do sexo masculino (cujos prazeres e ideologias empurram a humanidade para todo tipo de sofrimento).


O transito da heroína pelas trincheiras vivenciando o sofrimento de mulheres, homens e crianças sofrendo de fome, frio e doenças é um momento crucial: ela pode fazer a diferença e combater esse sofrimento e, como uma mãe censurando seus filhos, ela derruba um a um, denunciando como o ser humano é infantil nos seus conflitos, onde semelhantes se matam por um governo, uma pessoa ou “um deus”.
O filme nos ajuda a levantar alguns debates necessários:
Quais são os nossos objetivos na luta diária pela sobrevivência?
Será que não desejamos mesmo a auto destruição com nossa fome por morte, vingança e submissão do outro?
Que espaço decisório deixamos para as mulheres no mundo? No nosso cotidiano damos o devido respeito às mulheres, seus anseios e sonhos?

Por fim, fica a dica do filme para levantar o debate de gênero e como por meio de uma fotografia a história pode surgir na nossa memória de forma viva e surpreendente.

Liberdade de cátedra, pensamento científico e constituição. 

Não gosto de compartilhar textos diretos, mas as ideias do autor (professor de história) me representam diante da ameaça de políticos que estão utilizando de falsas prerrogativas para investigar as concepções teóricas das aulas de história. As reflexões sobre os aspectos legais e teóricos com base nacional pluralidade de ideias são pertinentes e valem a sua leitura!

http://www.revistaforum.com.br/2017/04/04/e-se-o-fernando-holiday-bater-na-porta-da-sala-de-aula/

A Grande Muralha Chinesa

A história da construção da grande muralha na China possui números incríveis: foram 1500 anos com vários imperadores construindo, utilizando mais de 400 mil trabalhadores livres ou escravos.

Esse muro é uma das grandes construções já feitas pelo ser humano, podendo ser visto até mesmo do espaço. Tinha como objetivo proteger o império chinês de povos de outras regiões.

Recentemente, foi lançado um filme contando um pouco do folclore da região em relação à muralha da China. Embora não seja um filme com informações históricas, vale assistir pelas informações culturais observadas no comportamento e no imaginário (conjunto de pensamentos e crenças de uma região).

A Grande Muralha – Trailer

Caros alunos, pais e comunidade.

O governo federal, utilizando o discurso da crise, vem promovendo mudanças em diversas áreas de interesse econômico para enxugar a máquina administrativa e criar condições para o fortalecimento de um Estado mínimo através de várias privatizações.
Entre as mudanças defendidas pelo atual governo, encontra-se em processo de discussão e votação a Reforma da Previdência. A proposta de 49 anos de contribuição para uma aposentadoria integral, a obrigatoriedade de contribuição por parte dos trabalhadores rurais e a igualdade de tempo de serviço e idade para todos os sexos e profissões.
Discordamos de diversos itens sobre esta reforma, pois ao colocar todos os trabalhadores numa suposta igualdade de condições e direitos, tira a especificidade do ofício e seus desgastes naturais sobre o trabalhador. É o caso dos trabalhadores da construção civil, dos professores e dos agricultores.


A falta de diálogo com as entidades sindicais sobre o tema está somada a uma conta de origem duvidosa, promovida pelo próprio governo sobre a quebra da previdência para as próximas décadas. No entanto, os recursos existem porque inúmeros trabalhadores vêm recebendo pontualmente os seus benefícios. Não existe, também, disposição do governo promover uma auditoria independente nas contas da previdência e tão pouco promover a igualdade na contribuição previdenciária pra valer: se todos nós somos trabalhadores? Por que judiciário e poder legislativo estão de fora da reforma? Justamente aqueles com os super salários manterão as suas aposentadorias milionárias com apenas 8 anos de trabalho.
Em virtude desses equívocos estamos paralisados como forma de pressionar o governo a rever a Reforma da Previdência. É uma luta de todos nós, inclusive dos nossos filhos, que podem passar por momentos difíceis trabalhando muito mais para conquistar o direito de uma aposentadoria digna e justa.
O trabalhador tem direito constitucional à greve e as crianças terão o direito à reposição, garantida na forma da lei.
Queremos contar com a compreensão de toda a comunidade, pois é uma luta não apenas da educação, mas de toda a classe trabalhadora.

Férias!!!

Muitas vezes férias significa um momento de descanso, passeio, ajudar quem precisa ou ficar sem fazer absolutamente nada.
Mas também é um momento de passagem. Algo é deixado para trás no tempo e um novo momento chega na vida de todos nós. O que é presente se torna lembrança e o futuro bate à nossa porta.
Quero agradecer em especial às crianças do 6º ano que me acolheram com tanto carinho e paciência, que aceitaram a tarefa diária de aprender história observando as pequenas coisas do nosso cotidiano.
Separei um vídeo que fala um pouco de como nos encontramos na escola, mas também fazemos desse lugar um espaço de despedidas.
Não se esqueçam: o tempo pode passar, mas a história nossa e de nossos amigos fica no coração de cada um.

 

As olimpíadas nos dias atuais

As Olimpíadas foram interrompidas após os romanos invadirem a Grécia no século II. O imperador Teodósio I baniu tradições gregas e proibiu venerações aos deuses. Com isso em 393 d.C. ocorreu a última versão dos jogos na Era Antiga com 293 edições.

 

A color guard wearing Revolutionary War costumes participates in the opening ceremonies for the 1984 Olympics.

A color guard wearing Revolutionary War costumes participates in the opening ceremonies for the 1984 Olympics.

Somente depois de muitos séculos o historiador e pedagogo francês Pierre de Frédy, que ficou conhecido como Barão de Coubertin, resgatou a memória dos jogos. Em um primeiro momento, no ano de 1892, o aristocrata expôs um projeto ressuscitando as Olimpíadas, algo que não fez muito sucesso. No entanto, dois anos mais tarde, nas dependências da universidade Sorbonne, em Paris, com representantes de 13 países, os gregos afirmaram um acordo em que sediariam em Atenas o retorno dos Jogos Olímpicos.

 

anéis olimpicos

A principal representação dos Jogos Olímpicos é a bandeira estampada com os anéis olímpicos, que também são a marca do COI. Os cinco aros interligados que compõem o estandarte possuem cores diferentes, cada uma representando um continente: azul, a Europa; amarelo, a Ásia; preto, a África; verde, a Oceania; e vermelho, as Américas.
Os anéis entrelaçam-se para dar voz a valores como o universalismo e o humanismo. Os aros que compõem a bandeira são de cores diferentes para representar o respeito às diversidades de todas as nações e contrastam com o fundo branco, que representa a paz entre os continentes. Quando foi criado, esse símbolo tinha o objetivo de se opor ao nacionalismo exagerado que levava à tensão entre países no início do século XX.

Mas nem sempre essa união acontece e temos na verdade rivalidades que se tornam casos de preconceitos e até atentados terroristas de grupos sobre determinados atletas que estão representando suas nações.

 

Atentado terrorista

O Massacre de Munique, também conhecido como Tragédia de Munique foi um atentado terrorista ocorrido durante os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, Alemanha, quando, em 5 de setembro, onze integrantes da equipe olímpica de Israel foram tomados de reféns pelo grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro.

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Esse ataque resultou numa estratégia errada no resgate e casou a morte de todos os reféns, além de parte dos terroristas.

 

 

A cor define quem é superior?

O nazismo ainda não havia chegado oficialmente ao poder na Alemanha em abril de 1931, quando o COI escolheu Berlim – que competia contra Barcelona – como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 1936. Mas isso não impediu que diversos paises ameaçassem (mas nenhum decidisse) boicotar aquela Olimpíada. E talvez não sirva mesmo como justificativa para o Comitê, para não dizer o mundo, permitir que o evento esportivo mais importante da Humanidade se tornasse showroom do ideário mais sórdido que esta já fabricou.

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De um lado, havia os que consideravam que participar da competição era um ato de legitimação do governo de Adolf Hitler. Do outro, os que diziam que aquilo era esporte e que não se devia misturá-lo com política (mesmo as duas coisas já estando unilateralmente misturadíssimas). Os Estados Unidos foram os que mais discutiram a possibilidade de não ir aos Jogos, mas também optaram por não criar confusão.

Quando Hitler assumiu, em 1933, o gênio do mal e ministro da propaganda do 3º Reich, Joseph Goebbels, teve que convencê-lo de que era boa idéia organizar a Olimpíada. Seu instinto, como de hábito, não falhou: com o maior numero de paises participantes na história e uma organização germanicamente impecável, os Jogos de Berlim foram um sucesso esportivo e também de marketing político – apesar de golpes nas teorias racistas como as quatro medalhas de ouro de Jesse Owens, que era negro.

 

Fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Munique

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-foi-o-atentado-de-munique

http://esporte.ig.com.br/olimpiadas/berlim-1936-quando-tudo-se-perdeu/n1237884565746.html

http://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/simbolos-olimpicos.htm

E para as férias… um pouco de história que interessa para a nossa diversão!!!

Sem Jerry Lawson você não conseguiria pausar partidas ou jogar sozinho

 

Imagine a seguinte situação: você está enfrentando um “chefão” de fase e, no meio da luta, seu telefone toca. Instintivamente você aperta um botão do controle e a ação congela enquanto você calmamente pode conversar com a pessoa do outro lado da linha ou responder a uma mensagem.

O mesmo vale para o simples ato de você poder jogar sozinho e enfrentar inimigos controlados pela inteligência artificial programada em cada game, sem a necessidade de ter outra pessoa para competir. É possível ir além: que tal ter um número baixo e limitado de jogos disponíveis para o seu console, sem a possibilidade que empresas criem novos títulos?

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Padrões na indústria de jogos atual, a possibilidade de pausar partidas, de enfrentar inimigos controlados “pelo computador” e ter novos games lançados com frequência simplesmente não existiam nos primeiros aparelhos de videogame. Isso mudou em 1976 com o lançamento do Fairchild Channel F, criação de Gerald Anderson “Jerry” Lawson, um programador norte-americano nascido no bairro do Queens, Nova York, em 1940.

 

Um peixe fora d’água

A história de Lawson é particularmente curiosa por diversos fatores. A começar pelo fato de ele ter sido um dos poucos negros a atuar na região conhecida como Vale do Silício, na Califórnia, durante os anos 1970, época na qual o mercado de trabalho local era quase que totalmente dominado por brancos – a situação melhorou, mas ainda persiste nos dias atuais – e por acabar atuando em um segmento pouco desenvolvido da indústria de tecnologia.

Lawson era proveniente de uma família humilde e teve toda sua educação realizada em instituições públicas de ensino, sendo que sua mãe escolheu pessoalmente escolas de qualidade para que seu filho tivesse uma boa formação. Já o gosto do seu pai por tecnologia acabou influenciando o futuro do filho e o ajudou a desenvolver seu talento. Prova disso é que o garoto, por volta dos seus 12 anos de idade, chegou a montar uma pequena emissora de rádio a partir de um aparelho amador que ganhou de presente. Detalhe: as adaptações para tal foram criadas por ele mesmo.

Como começaram as Olimpíadas

Os Jogos Olímpicos foram criados pelos gregos por volta de 2500 a.C. como uma homenagem a Zeus, o maior dos deuses segundo a mitologia grega. Gregos de várias cidades se uniam no santuário de Olímpia (por isso que surgiu o termo “Olimpíadas”) para disputar as competições esportivas; o evento era tão importante, que eram selados acordos de cessar-fogo e tréguas entre cidades inimigas antes da realização dos jogos.

O evento era considerado sagrado em toda a Grécia no período em que os Jogos fossem disputados. Esse acordo era levado tão a sério que, durante a Guerra do Peloponeso (conflito armado entre Atenas e Esparta, travado entre 431 e 404 a.C.), rivais deixaram as diferenças de lado para competir nos Jogos.

Os primeiros registros históricos das Olimpíadas datam de 776 a.C., época em que os vencedores começaram a ter seus nomes registrados. Foi nesse período que o termo “Olimpíadas” surgiu, após Iftos, rei de Ilia, aliar-se ao monarca de Esparta, Licurgo, e ao rei de Pissa, Clístenes. A aliança foi selada no templo de Hera, localizado no santuário de Olímpia. Vem daí o nome “Olimpíadas”.

Após os Jogos de 776 a.C., ficou acertado que as Olimpíadas seriam realizadas a cada quatro anos, sempre durante os meses de julho ou agosto e em um período de cinco dias, com  provas abertas aos gregos que fossem cidadãos livres e que nunca tivessem cometido crimes. Durante as décadas seguintes, a competição ganhou força e o número de modalidades chegou a dez, por volta do século 5 a.C., com provas de corrida, arremesso de disco, pentatlo, corrida de bigas, corrida de cavalos, salto em distância, lançamento de dardo, boxe, luta e pancrácio (arte marcial antiga que aliava técnicas do boxe e da luta olímpica).

As competições eram vetadas às mulheres, que não podiam nem mesmo assistir às disputas, com exceção das sacerdotisas de Dêmetra. As mulheres, contudo, tinham um torneio próprio, disputado pouco antes das Olimpíadas, no mesmo estádio de Olímpia, e que era batizado de Heraea, uma homenagem a Hera, a esposa de Zeus.

A tradição das Olimpíadas, entretanto, sofreria um duro golpe com a invasão dos romanos à Grécia, em 456 a.C.. O espírito olímpico esfriou com o passar do tempo e as competições passaram a ser encaradas como meros combates. Assim, a última Olimpíada da Era Antiga foi realizada em 393 a.C.. O imperador Teodósio I cancelou os Jogos, após proibir a adoração aos deuses. Terminava ali um período de competições notáveis da história grega, com 293 edições dos Jogos Olímpicos antigos.

 

Fonte:

http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/olimpiadas/uma-disputa-milenar

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/educacao-fisica/historia-das-olimpiadas.htm

 

Confira a cerimônia da tocha olímpica Rio 2016

 

História e Cinema

cinema

Um filme nunca substituirá a análise histórica em sua profundidade feita pelo professor (ou historiador). Mas considero sempre bem vinda qualquer produção que torne possível, por meio da narrativa ficcional e de aventura, apresentar ao educando alguns aspectos que foram ou que serão abordados em sala de aula.
Neste instante, me interessa citar o filme Deuses do Egito atualmente em cartaz. Independente da trama envolvida, considero sempre um bom convite repensar a história tendo o cinema como aliado, seja para reforçar conceitos ou criticá-los.
Antes do trailer, duas considerações quero deixar claro aqui:
1. O cinema nunca teve como objetivo ensinar história. Isso é tarefa de outros lugares e profissionais.
2. Considero toda e qualquer produção contemporânea bem vinda no sentido de fornecer ao aluno instrumentos para se apoderar de um olhar crítico sobre os produtos de consumo que o cercam.