As olimpíadas nos dias atuais

As Olimpíadas foram interrompidas após os romanos invadirem a Grécia no século II. O imperador Teodósio I baniu tradições gregas e proibiu venerações aos deuses. Com isso em 393 d.C. ocorreu a última versão dos jogos na Era Antiga com 293 edições.

 

A color guard wearing Revolutionary War costumes participates in the opening ceremonies for the 1984 Olympics.

A color guard wearing Revolutionary War costumes participates in the opening ceremonies for the 1984 Olympics.

Somente depois de muitos séculos o historiador e pedagogo francês Pierre de Frédy, que ficou conhecido como Barão de Coubertin, resgatou a memória dos jogos. Em um primeiro momento, no ano de 1892, o aristocrata expôs um projeto ressuscitando as Olimpíadas, algo que não fez muito sucesso. No entanto, dois anos mais tarde, nas dependências da universidade Sorbonne, em Paris, com representantes de 13 países, os gregos afirmaram um acordo em que sediariam em Atenas o retorno dos Jogos Olímpicos.

 

anéis olimpicos

A principal representação dos Jogos Olímpicos é a bandeira estampada com os anéis olímpicos, que também são a marca do COI. Os cinco aros interligados que compõem o estandarte possuem cores diferentes, cada uma representando um continente: azul, a Europa; amarelo, a Ásia; preto, a África; verde, a Oceania; e vermelho, as Américas.
Os anéis entrelaçam-se para dar voz a valores como o universalismo e o humanismo. Os aros que compõem a bandeira são de cores diferentes para representar o respeito às diversidades de todas as nações e contrastam com o fundo branco, que representa a paz entre os continentes. Quando foi criado, esse símbolo tinha o objetivo de se opor ao nacionalismo exagerado que levava à tensão entre países no início do século XX.

Mas nem sempre essa união acontece e temos na verdade rivalidades que se tornam casos de preconceitos e até atentados terroristas de grupos sobre determinados atletas que estão representando suas nações.

 

Atentado terrorista

O Massacre de Munique, também conhecido como Tragédia de Munique foi um atentado terrorista ocorrido durante os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, Alemanha, quando, em 5 de setembro, onze integrantes da equipe olímpica de Israel foram tomados de reféns pelo grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro.

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Esse ataque resultou numa estratégia errada no resgate e casou a morte de todos os reféns, além de parte dos terroristas.

 

 

A cor define quem é superior?

O nazismo ainda não havia chegado oficialmente ao poder na Alemanha em abril de 1931, quando o COI escolheu Berlim – que competia contra Barcelona – como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 1936. Mas isso não impediu que diversos paises ameaçassem (mas nenhum decidisse) boicotar aquela Olimpíada. E talvez não sirva mesmo como justificativa para o Comitê, para não dizer o mundo, permitir que o evento esportivo mais importante da Humanidade se tornasse showroom do ideário mais sórdido que esta já fabricou.

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De um lado, havia os que consideravam que participar da competição era um ato de legitimação do governo de Adolf Hitler. Do outro, os que diziam que aquilo era esporte e que não se devia misturá-lo com política (mesmo as duas coisas já estando unilateralmente misturadíssimas). Os Estados Unidos foram os que mais discutiram a possibilidade de não ir aos Jogos, mas também optaram por não criar confusão.

Quando Hitler assumiu, em 1933, o gênio do mal e ministro da propaganda do 3º Reich, Joseph Goebbels, teve que convencê-lo de que era boa idéia organizar a Olimpíada. Seu instinto, como de hábito, não falhou: com o maior numero de paises participantes na história e uma organização germanicamente impecável, os Jogos de Berlim foram um sucesso esportivo e também de marketing político – apesar de golpes nas teorias racistas como as quatro medalhas de ouro de Jesse Owens, que era negro.

 

Fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Munique

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-foi-o-atentado-de-munique

http://esporte.ig.com.br/olimpiadas/berlim-1936-quando-tudo-se-perdeu/n1237884565746.html

http://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/simbolos-olimpicos.htm

E para as férias… um pouco de história que interessa para a nossa diversão!!!

Sem Jerry Lawson você não conseguiria pausar partidas ou jogar sozinho

 

Imagine a seguinte situação: você está enfrentando um “chefão” de fase e, no meio da luta, seu telefone toca. Instintivamente você aperta um botão do controle e a ação congela enquanto você calmamente pode conversar com a pessoa do outro lado da linha ou responder a uma mensagem.

O mesmo vale para o simples ato de você poder jogar sozinho e enfrentar inimigos controlados pela inteligência artificial programada em cada game, sem a necessidade de ter outra pessoa para competir. É possível ir além: que tal ter um número baixo e limitado de jogos disponíveis para o seu console, sem a possibilidade que empresas criem novos títulos?

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Padrões na indústria de jogos atual, a possibilidade de pausar partidas, de enfrentar inimigos controlados “pelo computador” e ter novos games lançados com frequência simplesmente não existiam nos primeiros aparelhos de videogame. Isso mudou em 1976 com o lançamento do Fairchild Channel F, criação de Gerald Anderson “Jerry” Lawson, um programador norte-americano nascido no bairro do Queens, Nova York, em 1940.

 

Um peixe fora d’água

A história de Lawson é particularmente curiosa por diversos fatores. A começar pelo fato de ele ter sido um dos poucos negros a atuar na região conhecida como Vale do Silício, na Califórnia, durante os anos 1970, época na qual o mercado de trabalho local era quase que totalmente dominado por brancos – a situação melhorou, mas ainda persiste nos dias atuais – e por acabar atuando em um segmento pouco desenvolvido da indústria de tecnologia.

Lawson era proveniente de uma família humilde e teve toda sua educação realizada em instituições públicas de ensino, sendo que sua mãe escolheu pessoalmente escolas de qualidade para que seu filho tivesse uma boa formação. Já o gosto do seu pai por tecnologia acabou influenciando o futuro do filho e o ajudou a desenvolver seu talento. Prova disso é que o garoto, por volta dos seus 12 anos de idade, chegou a montar uma pequena emissora de rádio a partir de um aparelho amador que ganhou de presente. Detalhe: as adaptações para tal foram criadas por ele mesmo.

Como começaram as Olimpíadas

Os Jogos Olímpicos foram criados pelos gregos por volta de 2500 a.C. como uma homenagem a Zeus, o maior dos deuses segundo a mitologia grega. Gregos de várias cidades se uniam no santuário de Olímpia (por isso que surgiu o termo “Olimpíadas”) para disputar as competições esportivas; o evento era tão importante, que eram selados acordos de cessar-fogo e tréguas entre cidades inimigas antes da realização dos jogos.

O evento era considerado sagrado em toda a Grécia no período em que os Jogos fossem disputados. Esse acordo era levado tão a sério que, durante a Guerra do Peloponeso (conflito armado entre Atenas e Esparta, travado entre 431 e 404 a.C.), rivais deixaram as diferenças de lado para competir nos Jogos.

Os primeiros registros históricos das Olimpíadas datam de 776 a.C., época em que os vencedores começaram a ter seus nomes registrados. Foi nesse período que o termo “Olimpíadas” surgiu, após Iftos, rei de Ilia, aliar-se ao monarca de Esparta, Licurgo, e ao rei de Pissa, Clístenes. A aliança foi selada no templo de Hera, localizado no santuário de Olímpia. Vem daí o nome “Olimpíadas”.

Após os Jogos de 776 a.C., ficou acertado que as Olimpíadas seriam realizadas a cada quatro anos, sempre durante os meses de julho ou agosto e em um período de cinco dias, com  provas abertas aos gregos que fossem cidadãos livres e que nunca tivessem cometido crimes. Durante as décadas seguintes, a competição ganhou força e o número de modalidades chegou a dez, por volta do século 5 a.C., com provas de corrida, arremesso de disco, pentatlo, corrida de bigas, corrida de cavalos, salto em distância, lançamento de dardo, boxe, luta e pancrácio (arte marcial antiga que aliava técnicas do boxe e da luta olímpica).

As competições eram vetadas às mulheres, que não podiam nem mesmo assistir às disputas, com exceção das sacerdotisas de Dêmetra. As mulheres, contudo, tinham um torneio próprio, disputado pouco antes das Olimpíadas, no mesmo estádio de Olímpia, e que era batizado de Heraea, uma homenagem a Hera, a esposa de Zeus.

A tradição das Olimpíadas, entretanto, sofreria um duro golpe com a invasão dos romanos à Grécia, em 456 a.C.. O espírito olímpico esfriou com o passar do tempo e as competições passaram a ser encaradas como meros combates. Assim, a última Olimpíada da Era Antiga foi realizada em 393 a.C.. O imperador Teodósio I cancelou os Jogos, após proibir a adoração aos deuses. Terminava ali um período de competições notáveis da história grega, com 293 edições dos Jogos Olímpicos antigos.

 

Fonte:

http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/olimpiadas/uma-disputa-milenar

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/educacao-fisica/historia-das-olimpiadas.htm

 

Confira a cerimônia da tocha olímpica Rio 2016

 

História e Cinema

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Um filme nunca substituirá a análise histórica em sua profundidade feita pelo professor (ou historiador). Mas considero sempre bem vinda qualquer produção que torne possível, por meio da narrativa ficcional e de aventura, apresentar ao educando alguns aspectos que foram ou que serão abordados em sala de aula.
Neste instante, me interessa citar o filme Deuses do Egito atualmente em cartaz. Independente da trama envolvida, considero sempre um bom convite repensar a história tendo o cinema como aliado, seja para reforçar conceitos ou criticá-los.
Antes do trailer, duas considerações quero deixar claro aqui:
1. O cinema nunca teve como objetivo ensinar história. Isso é tarefa de outros lugares e profissionais.
2. Considero toda e qualquer produção contemporânea bem vinda no sentido de fornecer ao aluno instrumentos para se apoderar de um olhar crítico sobre os produtos de consumo que o cercam.

A história do Rock no mundo

Muitas vezes ouvimos bandas e nem sabemos como eles começaram ou o tipo de dificuldade que encontraram no decorrer da carreira em busca do sucesso.
Abaixo fizemos um pequeno resumo sobre algumas bandas que chamaram a atenção do público nos anos 70, 80 e 90.

 

O rock nos anos 70 : disco music, pop rock e punk rock

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Nesta época o rock ganha uma cara mais popular com a massificação da música e o surgimento do videoclipe. Surge também uma batida mais forte e pesada no cenário do rock. É a vez do heavy metal de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Por outro lado, surge uma batida dançante que toma conta das pistas de dança do mundo todo. A dance music desponta com os sucessos de Frank Zappa, Creedence Clearwater, Capitain Beefheart, Neil Young, Elton John, Brian Ferry e David Bowie.
Bandas de rock com shows grandiosos aparecem nesta época : Pink Floyd Genesis, Queen e Yes.

 

Anos 80 : um pouco de tudo no rock

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A década de 1980 foi marcada pela convivência de vários estilos de rock. O new wave faz sucesso no ritmo dançante das seguintes bandas: Talking Heads, The Clash, The Smith, The Police.
Surge em Nova York uma emissora de TV dedicada à música e que impulsiona ainda mais o rock. Esta emissora é a MTV, dedicada a mostrar videoclipes de bandas e cantores.
Começa a fazer sucesso a banda de rock irlandesa chamada U2 com letras de protesto e com forte caráter político. Seguindo um estilo pop e dançante, aparecem Michael Jackson e Madonna.

 

Anos 90 : década de fusões e experimentações

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Esta década foi marcada por fusões de ritmos diferentes e do sucesso, em nível mundial, do rap e do reggae. Bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith no More fundem o heavy metal e o funk, ganhando o gosto dos roqueiros e fazendo grande sucesso.

Surge o movimento grunge em Seattle, na California. O grupo Nirvana, liderado por Kurt Cobain, é o maior representante deste novo estilo. R.E.M., Soundgarden, Pearl Jam e Alice In Chains também fazem sucesso no cenário grunge deste período.

O rock britânico ganha novas bandas como, por exemplo, Oasis, Green Day e Supergrass.

Gostou? Pesquise você também a história da sua banda!!!!

 

Fonte (adaptado): http://www.suapesquisa.com/rock/

A infância ensina o mundo adulto: diálogo e um bom abraço resolve muita coisa!

Compartilhar saberes não é só compartilhar críticas, por vezes tão profundamente enraizadas em nossa essência que beira um pessimismo (quase) gratuito, mas também levar à tona situações de incrível impacto em nossas vivências.

Há algumas semanas presenciei algo que foi, para quem está no mundo adulto, como um enorme puxão de orelha. Afinal, se tem uma coisa que nós fazemos muito bem na idade adulta é tornar coisas simples complicadas, ficar devaneando sobre nossas escolhas ou mesmo não dar um passo à frente com receio do que o outro vai pensar.

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Na verdade, ao dizer que se preocupa com o que os outros pensam, estamos fadados à esconder nossas fraquezas, nossas vergonhas particulares e, como resultado, encontramos a melhor saída para os problemas: afastamos as pessoas de nós mesmos, como se a distância também não causasse feridas.

No meu trabalho duas crianças se desentenderam ainda na fila à caminho para a sala de aula, resultando no encaminhamento delas para a diretoria em virtude de agressão física. Além disso, os olhares flamejantes de ódio de um contra o outro denunciava para qualquer adulto (até mesmo eu, que trabalho com crianças), que era o típico caso em que uma amizade havia sido desfeita definitivamente com aquele episódio.

Para minha surpresa, estava eu nas minhas tarefas docentes enquanto os alunos desenvolviam a sua leitura, e ocorre que surge um aluno no meio da sala me chamando a atenção para um fato: os dois estavam pedindo desculpas um para o outro e se abraçando.

Fiquei com aquela cena na cabeça…. que dificuldade os adultos têm de se aproximar, de olhar no olho, de ser franco , de ouvir e ser ouvido (e quanta dificuldade temos em ouvir mais e falar menos).

Fico muito feliz em trabalhar com os mais jovens. Há muito que aprender com quem viveu pouco e, por isso mesmo, não carrega certos vícios que tornam a vida mais árdua, mais amarga e sem graça. É preciso ouvir e praticar mais essa essência de uma vida simples, alegre e descomplicada que a infância a todo instante nos apresenta, convidando o adulto ser menos mesquinho, menos duro consigo mesmo e com os outros, menos chato com o mundo e com os outros. A infância nos convida a mudar.

Saindo do senso comum: um pouco sobre educação e práxis política

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Como se não bastasse convivermos com um governo em volta da manutenção da economia fragilizada sob a intencionalidade da criação de uma “pátria educadora”, o que encontramos nos últimos dias foram equívocos de diversas vozes na sociedade sobre o fazer pedagógico destes profissionais e o seu valor numa sociedade que almeja alcançar uma significativa trajetória de sucesso numa futura, mas pouco presente, sociedade do conhecimento.
Falas que foram observadas nas redes sociais:
1. Professor está mais para Black block.
2. Professor ganha pouco.
3. Ninguém quer ser professor.
4. É tudo funcionário público, pois em escola particular isso não acontece se fosse com CLT….

Black Block, greves e conhecimento
Desde já um apontamento que todos se esquecem principalmente em nações periféricas ocidentais: a ferramenta de trabalho do professor é o conhecimento. Oras, se o profissional tem o conhecimento de como neutralizar os efeitos do gás lacrimogênio, qual é o problema nisso? Argumentaram que isso indicaria que já havia uma pré-disposição para o combate. Isso pode ser verdade, pois num país em que as manifestações são vistas muitas vezes como inimigas da democracia (porque atrapalham o fluxo do trânsito, porque reclamam no lugar de trabalhar mais, etc) normalmente o ato pacífico termina em violência – e quando a tropa de choque avança, não há mais como seus comandantes conterem a força desproporcional que o braço do Estado exerce sobre seu cidadão. Agora, associar luta sindical com Black block beira o fundamentalismo de direita, querendo invalidar a luta trabalhista, presente desde a Revolução Industrial Inglesa com objetivos claramente definidos – a valorização do operário.

Professor ganha pouco?
Para um país que se diz envolvido com a educação, ganha pouco sim! Não existe uma política de incentivo salarial, de formação em pós-graduação de qualidade, não existe nem o fomento salarial para uma vida regada na cultura e muito menos uma política pública de bolsas de incentivo ao uso dos aparelhos culturais, como bolsa teatro, bolsa livro, bolsa jornal. Entre os profissionais de nível superior, ser professor soa quase como uma piada de humor negro, seja pela formação precária dos cursos vergonhosamente aprovados pelo MEC, seja pela longa jornada que obriga o Educador a abrir mão de sua qualidade como sujeito pensante: não há tempo para o teatro, para o cinema, para a leitura – simplesmente porque é necessário dar aulas para sobreviver. Isso é um caro engano dos nossos políticos e administradores que pensam que é dispensável o fator cultural na prática educativa e cultura custa caro e demanda tempo: o ócio criativo torna-se um inimigo num país capitalista atrasado. Vítima de um Estado que aprova a oferta de cursos de qualidade duvidosa, o professor é mal formado e nem durante seu ofício encontra nem no salário nem na política alguma forma de melhorar seu desempenho como docente e sua vida como operário.

Se fosse pela CLT isso não aconteceria.
Num momento em que se aprovam as terceirizações, essa afirmação soa mais como um problema do que uma qualidade na vida dos trabalhadores. Contrário à qualquer tipo de manifestação popular, o patrão tende a demitir do que a abrir um canal de negociações. Isso é uma visão estreita do capitalismo, pois a máquina funciona de uma forma muito simples: profissional valorizado é consumidor, que injeta no mercado parte dos seus ganhos, gerando mais economia e renda para os demais participantes. Sugerir que a terceirização e a aplicação da CLT em toda a rede educacional acabaria com o problema é um engodo da direita, pois as paralisações existem muito antes de qualquer lei trabalhista existir. A mobilização sindical tem como raiz a relação entre o operário e o seu patrão e esse jogo de forças desemboca muitas vezes (numa triste história) no uso da violência para obrigar todos a voltarem aos seus postos de trabalho. Defensores da CLT apenas estão preocupados com um trabalhador que não é sujeito do seu ofício, despolitizado e inserido numa rotina em que executar é mais importante do que pensar. Mas na educação isso não procede. Mesmo com deficiências materiais e de formação isso é claro entre os docentes: seu ofício necessita ser valorizado na sociedade, se esta quiser sair do status quo de “repúblicas de bananas”, exportador de jogadores de futebol e outras míseras riquezas de pouco impacto no mundo globalizado.

 

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O que queremos deixar claro neste texto é o que nossos parceiros comerciais desenvolvidos compreenderam em sua maioria: tecnologia se faz com uma sólida rede de saberes que passam pelo prédio, pelo equipamento, mas principalmente pelas relações humanas (e por isso culturais) entre os sujeitos do processo: educador e educando. Valorizar a escola, o salário e a formação docente é inserir de fato o Brasil no desenvolvimento tecnológico, econômico e social. O resto que se diga é politicalha e discurso para enganar os menos esclarecidos e esconder nossa incompetência histórica para lidar com o tema de forma satisfatória.

A relação entre professor e família precisa ser de confiança!

O professor terá um papel central na vida de seu filho durante este ano e é possível que fique em sua memória por toda a vida. Conhecer bem o professor de seu filho e vê-lo como um aliado na educação é uma tarefa vantajosa para todos os envolvidos e que começa com as aulas, na primeira reunião – caso não haja um encontro oficial, cabe a você marcá-lo.

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Não se esqueça, ainda, de que o professor está ansioso para conhecer os alunos e seus pais nesse início de ciclo. “Assim como ele é uma figura nova na vida de cada família, as crianças também são novas para ele”, observa a coordenadora Viviane Morotti Sousa Castro, que coordena a Educação Infantil e o Fundamental I do Colégio Objetivo – Unidade Embaré de Santos (SP), completando: “Humanizando essas relações, tudo fica mais fácil”.
Um começo de relação sólido evita futuros desentendimentos. Pais e professores que não entram em um acordo sobre as provas e a lição de casa, por exemplo, são uma receita para o desastre, sobretudo nos primeiros anos de vida escolar da criança – e, o pior, a grande prejudicada nessa história é a criança mesma.

“Se os pais não confiam em nosso trabalho, é garantia de que haverá problemas ao longo do ano”, alerta a professora Maria Aparecida de Paula Vieira Freitas, do Fundamental I da EMEF Alceu Amoroso Lima, de São Paulo. “É preciso ver o pai como um amigo, um aliado. E vice-versa”, aconselha.

Com a ajuda dessas educadoras, sugerimos alguns tópicos que não podem ficar de fora das primeiras conversas com o professor de seu filho.

Mensagem de despedida

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Olá alunos,

Na verdade, em sua maioria já estou falando com ex-alunos.

Como todos sabem, não participo de formatura, por motivos políticos e pessoais. Estava lá sim, mas para prestigiar todos de uma forma diferente.

Mas não é porque não participo que não significa que eu não tenha um recado especial para quem está diante de dois fatos absolutamente novos: o ensino médio e a mudança de escola.

Estudar envolve sacrifícios de vários tipos: financeiros, intelectuais, sociais. Quando não é a falta de dinheiro, é a dificuldade de compreender o assunto, e quanto não é uma coisa nem outra, quem estuda é classificado pelos colegas invejosos de nerds, como se viver na obscuridade da burrice fosse algo necessário.

Mas é o contrário. Cada vez que você estuda, descobre algo, é como uma cortina que tiram de nossa frente e nos apresenta uma janela enorme, mágica, mostrando algo tão simples e, simultaneamente, maravilhoso. Não se esqueçam que quando falo de descoberta e conhecimento, não significa que você encontrará tudo isso na escola. Tem muita, mas muita coisa boa no mundo para se descobrir nos livros, nos vídeos, na internet e, principalmente, na convivência com pessoas à sua volta que você não dá a menor importância.

Falo em nome de todos os professores da EMEF Vargem Grande: estaremos aqui na torcida, como pai ou uma mãe que não pode fazer outra coisa a não ser desejar a todos muito sucesso e sabedoria para enfrentar os desafios da vida e nunca desanimar. Para quem é da periferia, desanimar significa aceitar a sua condição social, sua situação de vida e privação. Quando aceitamos nossa condição, morremos em vida um pouco, a cada segundo. Somos como zumbis, o corpo está presente, mas a alma já se perdeu.

Desistir dos sonhos é morrer por dentro, mas estudar e descobrir o mundo é alimentar o que existe dentro de você de esperança, sonhos e desejos de realizações. Que sejam felizes e se realizem a cada dia, não perdendo a esperança e a fé em si mesmos, pois embora várias coisas pareçam remar contra vocês, saibam que apenas cada um pode encontrar dentro de si forças para superar os obstáculos e dizer em alto e bom tom: sou capaz!!!!!

Apresentação do TCA

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Alunos!!!!

Sexta feira próxima (28/08) ocorrerá grande parte das apresentações do TCA.
Procurem seu professor para pegar a autorização, leiam e se preparem para esse tão aguardado momento!!!

Boa sorte e sucesso aos alunos e professores!

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