Valiant Hearts: The Great War

Os produtores para jogos de videgames sempre se inspiraram na história para a criação de seus títulos, muitos deles de sucesso, como God of War e Medal of Honor. Agora, surge no mercado outro título, cuja proposta vai de encontro com o que estaremos estudando em sala de aula: a Primeira Guerra Mundial.

Valiant Hearts está sendo muito bem avaliado pelos especialistas, você pode escolher em qual lado quer jogar (Tríplice Aliança ou Tríplice Entente) e tem muitos quebra-cabeças em todos os cenários. Durante o game também você encontrará informações históricas valiosas para entender porque essa guerra, que completa 100 anos, marcou o mundo e até hoje nos alerta sobre os perigos de um conflito armado em grandes proporções.

O jogo está disponível para XBOX 360, XBOX One, Playstation 3, Playstation 4 e PC (valor aproximado de 15 dólares).

 

 

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ValiantHearts

Tempo…. impossível se desligar dele

A Máquina do Tempo

 

Ao ler “A Máquina do Tempo” de H.G. WELLS fiquei encantado com o começo desta fantástica história de ficção científica. Mais do que uma história sobre viagem no tempo, o autor nos chama a atenção para a nossa 4ª essência, muitas vezes totalmente esquecida por nós. Trata-se do tempo. Além de altura, largura e volume, tudo nesta realidade tem uma quarta característica que é justamente a sua finitude (nada é para sempre) e, por isso, o tempo de existência deveria ser levado em consideração no estudo de qualquer objeto.

Ora, se o tempo é a 4ª essência das coisas, a história por excelência faz parte dessa presença invisível que nos marca sem que possamos nos dar conta. Ou, o que é mais assustador, se o tempo é uma linha na vida que a cada segundo vai se encurtando, como fugir dessa realidade perversa que é o tempo???

É aí que entra a aventura da ficção de H.G. WELLS, com uma máquina capaz de superar essa dura realidade que nos prende à nossa existência, como a gravidade nos fixa ao chão.

Leitura de aventura super recomendada!!!!!

Arqueologia e videogames

A arqueologia é uma poderosa ferramenta no estudo e interpretação do passado.

Nesta notícia, escavadores encontraram inúmeros cartuchos de videogame enterrados. Por que as indústrias fizeram isso em 1983?? Como eram estes jogos? Porque o lançamento de um jogo com o mesmo título de um sucesso no cinema transformou-se num fracasso no mundo dos games?

Se pensarmos que tudo é objeto de estudo da história, encontrar objetos enterrados e analisar como era a sociedade com base na descoberta enterrada acaba sendo uma tarefa interessante!

 

http://g1.globo.com/tecnologia/games/noticia/2014/04/escavacao-encontra-cartuchos-do-game-et-do-atari-enterrados.html

Professor em Greve!

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Caros Alunos,

A categoria de professores está em processo de negociação por melhorias de salário e qualidade no nosso trabalho.
Antes de qualquer coisa, a greve é uma forma direta de reclamação para que sejam tomadas as devidas providências na melhoria na vida do trabalhador e isso ocorre há 300 anos aproximadamente, gerando direitos até hoje presentes em vários países, como no Brasil.
Como professor de história, não posso explicar para o meu aluno sobre as mobilizações dos trabalhadores do passado sem que eu, também trabalhador, não atue de forma a participar também das manifestações trabalhistas com o objetivo de melhorar de vida. Não dá para falar uma coisa e fazer outra, não é meio modo de trabalhar.

Como não há prazo para encerramento desta greve, todos os trabalhos com entrega prevista para maio permanecem sem alteração, pois é provável que seja uma greve rápida em em breve voltaremos ao trabalho.
Os alunos não serão prejudicados, pois temos vários modos de repor as aulas perdidas, o que será explicado em sala de aula num outro momento.

Conto com a compreensão de todos.
Prof. Edson

Dia da família na escola: um dia para lembranças….

No último sábado (5/04) a escola foi palco de uma exposição sobre os olhares da escola e do bairro. Os professores de história juntamente com alguns colegas dos quartos anos elaboraram nossa primeira exposição fotográfica sobre o bairro e a escola.
Os alunos trouxeram fotos atuais e antigas do bairro, bem como entrevistas gravadas com moradores antigos, alguns dos quais são até mesmo pais dos nossos alunos. O objetivo da atividade foi de fomentar a construção da nossa identidade, pois a comunidade é muito participativa nas questões sociais e a própria escola é fruto dessa luta, pois foi construída pelos próprios moradores em 1994 com muito empenho, buscando um lugar no bairro em que seus filhos pudessem estudar para batalhar por um futuro melhor.

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A ênfase na fotografia está na arte do olhar que esta ferramenta possibilita. Um foto pode ser pensada de inúmeras formas, desde um protesto até um fragmento de olhar numa perspectiva artística. Uma foto vale mais que mil palavras? Não, para nós uma foto possibilita mais de mil interpretações. Tudo vai depender do discurso ou da intencionalidade com que o momento foi capturado ou mesmo a produção em torno do que foi fotografado.

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Além das fotos no evento, aproveitamos para montar atividades que reforçassem a necessidade do uso da legenda no trabalho com o texto não verbal (imagem).

 

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Para finalizar esse reencontro com o passado, nos próximos dias será lido para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) este lindo poema que trata da memória e seus elementos:

 

Memória – Cecília Meireles.

“Minha família anda longe
Com trajos de circunstancias:
uns converteram-se em flores,
outros em pedra, água, líquen,
alguns, de tanta distância,
nem têm vestígios que indiquem
uma certa orientação.
.
Minha família anda longe,
- Na Terra, na Lua, em Marte
-uns dançando pelos ares,
outros perdidos no chão.
.
Tão longe, a minha família!
Tão dividida em pedaços!
Um pedaço em cada parte…
Pelas esquinas do tempo,
brincam meus irmãos antigos:
uns anjos, outros palhaços…
Seus vultos de labareda
rompem-se como retratos
feitos em papel de seda.
Vejo lábios, vejo braços,
- por um momento, persigo-os;
de repente os mais exatos,
perdem a sua exatidão.
Se falo, nada responde.
Depois, tudo vira vento,
e nem o meu pensamento
pode compreender por onde
passaram nem onde estão.
.
Minha família anda longe.
Mas eu sei reconhecê-la:
um cílio dentro do Oceano…
uma ruga num caminho
caída como pulseira,
um joelho em cima da espuma,
um movimento sozinho
aparecido na poeira…
Mas tudo vai sem nenhuma
noção de destino humano,
de humana recordação.
.
Minha família anda longe.
reflete-se em minha vida,
mas não acontece nada:
por mais que eu esteja lembrada,
ela se faz de esquecida:
não há comunicação!
Uns são nuvem, outros lesma…
Vejo as asas, sinto os passos
de meus anjos e palhaços,
numa ambígua trajetória
de que sou o espelho e a história.
Murmuro para mim mesma:
“É tudo imaginação!”
.
Mas sei que tudo é memória…”

 

Aproveitamos para agradecer à associação de moradores (ACHAVE) pelo empréstimo de fotos e banners sobre o bairro, à todos os professores pelos apoios e incentivos e pela Equipe Gestora por acreditar na ideia e ceder o espaço para a atividade.

 

Histórias que se contam na poesia

Esta música conta muito sobre o que significa a história para pessoas apaixonadas. Olhar para o passado e ver como se conheceram, os erros e acertos, felicidades e tristezas que acompanam qualquer relacionamento nos faz crescer como pessoa e ter a certeza que fizemos escolhas certas e aprendemos com as decisões erradas. Para quem não conhece, segue a letra e um vídeo encontrado na internet.

 

 

Eduardo e Mônica
Legião Urbana

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
“Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”

Festa estranha, com gente esquisita
“Eu não tô legal, não aguento mais birita”
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
“É quase duas, eu vou me ferrar”

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram, então, no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

A História do bairro e das pessoas pela fotografia.

Os professores de história Edson e Dalila estão precisando de alunos para um estudo sobre a história do bairro Vargem Grande. Se você tem fotos (antigas e novas) de alguma situação dentro do bairro, nos procure! Pode ser uma foto mostrando uma festa, um jogo na rua, um encontro entre amigos, uma construção, etc.

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Quer fazer um curso para fotografar melhor? Em breve o professor Edson Cupertino vai montar um horário para você aprender um pouco mais!!!
Os professores de história Edson e Dalila estão precisando de alunos para um estudo sobre a história do bairro Vargem Grande. Se você tem fotos (antigas e novas) de alguma situação dentro do bairro, nos procure! Pode ser uma foto mostrando uma festa, um jogo na rua, um encontro entre amigos, uma construção, etc. Quer fazer um curso para fotografar melhor? Em breve o professor Edson Cupertino vai montar um horário para você aprender um pouco mais!!!

O passado em lembranças

A nossa Ex Aluna Sarah Hoffman publicou no facebook um lindo texto que ilustra esse sentimento que todos nós temos em relação à memória, à lembrança que nos constrói enquanto seres históricos.

Futuro, passado, presente[1]_ blog

“saudades dos meu professores que me ensinaram praticamente tudo ,
que quando estava triste conversou comigo me animou
que me encentivou a fazer cursos e a ETEC
que me ensinou vários esportes
que me mostrou que matemática não precisa ser sério a todo tempo, que com uma simples brincadeira pode aprender
que pegou no meu pé para meu próprio bem etc…

guardarei você dentro do meu coração pra sempre
saudades de todos vocês que teve que nos suportar durante oito anos.
amo vocês”

Parabéns pelo texto e obrigado pela homenagem. Torcemos sempre pelo sucesso dos nossos alunos.

História e memória

A reportagem veiculada pelo site BBC Brasil reforça o que sempre procuramos mostrar numa aula de história: para muitos, a história é rica em lembranças que carregamos ao longo de nossas vidas, por isso, ajuda e muito a trilhar a nossa identidade como sujeitos no mundo.

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Será que a história é coisa do passado apenas? Será que é só o presente que interessa? Qual é o valor do passado para você? Quais são as suas lembranças da infância? Definitivamente, um sujeito sem passado é como uma sombra sem dono, é uma pessoa sem identidade.

Link para a reportagem completa:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140121_fazenda_nazista_sp_mv.shtml

História, cultura, preconceito e jogos eletrônicos.

A história do século XX no que tange as culturas de massa denunciou determinados pré conceitos em relação às práticas de leitura, lazer e artes originadas e desenvolvidas muitas vezes às margens da aprovação do mundo adulto.

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Ao longo das décadas de 40 e 50 as publicações em histórias em quadrinhos eram vistas com muita preocupação pelo público adulto, posto que era uma considerado uma sub-leitura e, por isso, nocivo ao desenvolvimento de um bom leitor.
Na década de 80 e 90, os jogos de representação de papéis, conhecidos como Roleplaying Game (ou simplesmente RPG) também foram alvo de afirmações negativas e contrárias à atividade que reúne pessoas, narrativas e ficção.
Embora os jogos eletrônicos possam ser considerados hipermidiáticos e imersivos (fugindo um pouco ao modelo proposto em relação ao conceito “cultura de massas”), no mundo dos games a situação não foi diferente.

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No final da década de 90 um jovem entrou num cinema e abriu fogo contra. Na investigação foi constatado que o criminoso tinha distúrbios mentais e passava horas jogando no computador títulos considerados violentos.

 

Marcelo Resende culpa Jogo de videogame em caso de assassinato

 

Neste ano, com o assassinato de uma família inteira pelo próprio filho no começo de agosto deste ano, procuram justificar um crime com base na produção cultural que nem sempre está em sintonia com o mundo adulto, acabando por infantilizar a relação entre sujeito e produto. Novamente, procuram elementos para justificar o injustificável.
Não sou da área, mas acredito que qualquer coisa pode engatilhar uma atitude violenta, depressiva ou qualquer sorte fenômenos psicológicos ou psiquiátricos que não vou me arriscar aqui. Agora, apontar que este ou aquele jogo, filme, ou qualquer modalidade de diversão como causador isolado do crime é um equívoco.
Inúmeros chefes de família, professores, engenheiros, motoristas, seguranças, técnicos em TI, médicos e toda uma gama de profissionais se utilizam dos RPGs, quadrinhos, animes, videogames, cinemas e até literatura como um hobbie. Estes profissionais cumprem suas responsabilidades para com suas famílias e com a sociedade e, inclusive, os games, os Hqs, e toda uma gama de cultura pop (ou nerd, ou geek, etc) estão sendo utilizadas para pensar a sua profissão e rever métodos, práticas e tendências aos olhos da sua diversão.

rpg de mesa

Exemplo disso são os simuladores utilizados cada vez mais na formação de profissionais, jogos de mesa que focam na formação de equipes na área de administração de empresas ou os RPGs e a sua estrutura rica em ficção na formação de roteristas de cinema, de jogos eletrônicos e teatro.
Se o indivíduo possui um quadro clínico que possa prejudicá-lo, podemos até admitir ressalvas quanto ao uso de determinada diversão sob o risco de agravar ou incitar determinada atitude. Fora isso, o resto é especulação e pré conceito sobre práticas culturais nem sempre aprovadas pelos adultos. É preciso cautela e, acima de tudo, deixar a especulação de lado, respeitando principalmente os familiares numa tragédia e deixando as decisões e pareceres para as autoridades competentes.

 

Sobre o Autor:

Edson Cupertino é Mestre em Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo – USP, Licenciado em História pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e amante de quadrinhos, jogos de RPG e videogame. Utiliza o potencial dos games e dos Roleplaying Games como ferramenta educacional e para compreender os processos narrativos que permeiam as produções contemporâneas ficcionais. Foi autor do livro “Vamos jogar RPG? Diálogos com a literatura, o autor e a autoria” pela Editora 24×7.

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